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Lajido de Santa Luzia Fernando Oliveira
ILHA DO PICO
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O Lajido de Santa Luzia destaca-se como a parte urbana da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, pois é aquele onde Continua...
Fernando Oliveira
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O Lajido de Santa Luzia destaca-se como a parte urbana da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, pois é aquele onde, com mais pujança, podemos identificar vários dos elementos caracterizadores do bem Património Mundial.

É também o local onde está instalado o Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, parte integrante do Núcleo Museológico do Lajido de Santa Luzia, que é também composto por um armazém, um alambique e a casa do alambiqueiro. Actualmente os visitantes poderão visitar todos os edifícios, à excepção da casa do alambiqueiro.

O Núcleo Museológico do Lajido apresenta-se como um local de interacção entre a população local, que ainda usufrui das suas instalações, e os visitantes. Neste local, o armazém ainda se mantém como apoio à actividade do alambique que funciona em pleno a partir do mês de Setembro e até finais de Outubro. É naquele espaço que muitos viticultores destilam as cascas das suas uvas, vinho e borras e, inclusivamente figos.
Podemos ser ainda mais arrojados na descrição do Lajido de Santa Luzia e afirmar que todo o aglomerado rural é um núcleo museológico vivo, onde as pessoas dão testemunho de vivências muito próprias, de uma cultura que perdura e cujas raízes remontam ao período áureo da vitivinicultura. Neste local, a ermida desempenha um papel central, a partir da qual se desenvolve o núcleo numa estreita relação entre o mar e as vinhas que, infelizmente, já perderam o fulgor de outrora.

É neste local e em outros semelhantes da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico que os locais gostam de receber os seus convidados ou de convidar os incautos transeuntes para tomarem um copo ou petiscarem do que, na altura, existem em cima da mesa, e que é sãmente partilhado com conhecidos e desconhecidos.
Nas pedras que servem de banco, colocadas na beira do caminho que atravessa o aglomerado, contam-se histórias de tempos idos, e passam-se as tardes de Verão, a altura do ano mais animada deste local, principalmente com o regresso dos emigrantes que cá passam as suas férias.

Fernando Oliveira